"É costume critar-se o que se vai fazendo nos nossos jornais. Este post é para elogiar o trabalho feito pelo “Público” a propósito da morte da criança de nove meses que um pai deixou num carro. Em vez do linchamento público, do sensacionalismo fácil ou da utilização da tragédia para vender jornais, um trabalho que, com as limitações evidentes quando se trata um caso que ainda se conhece mal, tentou perceber, para lá das evidências enganadoras, uma das coisas mais angustiantes que um pai pode. O nó da garganta e a dor de barriga ao ler a notícia, em vez de se transformar numa revolta pronta a disparar contra quem já deve estar a passar pelo maior de todos os sofrimentos e culpas, faz parar dez segundos para pensar. E os jornais também deviam servir para isso."
by Daniel Oliveira
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