skip to main |
skip to sidebar
Em linha do que já anteriormente comentei de voz viva, deixo aqui um artigo de opinião do conceituado sociólogo ANTÓNIO BARRETO no jornal Público em Janeiro de 2008. Lembro para os mais distraídos que António Barreto, militante do Partido Socialista, foi Deputado na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República. Exerceu funções governamentais, no I Governo Constitucional (1976-1978), como Secretário de Estado do Comércio Externo, Ministro do Comércio e do Turismo e Ministro da Agricultura e Pescas: "Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo. O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas. Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…"
Sem comentários:
Enviar um comentário