O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento - John Fitzgerald Kennedy

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Recado eleitoral

PSD - 31,68%; PS - 26,58%; Bloco - 10,74%; CDU - 10,66%; CDS - 8,37%. Este foi o resultado das eleições em Portugal para a eleição dos 22 deputados ao Parlamento Europeu, sem contar ainda o apuramento dos votos dos emigrantes que representam uma percentagem de cerca de 1%. Com a descida do partido do Governo e a subida de todos os partidos da oposição, as ilações a retirar são claras a evidentes. Vital Moreira e José Sócrates os principais derrotados da noite, o Bloco foi a confirmação. NOTA: Li hoje ao final da tarde um comentário de um militante socialista no "Minuto a minuto Especial Europeias 2009" no Parlamento Global de que participei e que me apraz registar: "Sou socialista, e por isso hoje não votei PS". Para bom entendedor...

4 comentários:

inês disse...

em boas ou más mãos, a oposição começa a mostrar resultados.
no entanto, acredito que seja mais um protesto contra o governo/ps/sócrates que propriamente a favor da oposição.

não pude votar. uma injustiça-injusta! não poderia alguém ter ido votar por mim, já que em milão não existe um consolado onde eu pudesse votar? :P

beijoca*

José Coelho disse...

Cara inês, não posso estar mais de acordo quanto ao segundo ponto. É sem dúvida alguma mais um protesto à governação de José Sócrates

Anónimo disse...

É realmente uma pena que em Milão não haja instituições para consolar as pessoas.

Quanto ao argumento que muita gente utiliza de que foi "um voto de protesto" há que ser coerente e racional! É certo que em parte pode ter sido, efectivamente, um voto de protesto.. nomeadamente os votos nos partidos comunistas que subiram preocupantemente. Mas ñ podemos descurar a enorme competência do candidato do PSD. Na minha opinião o PSD ganhou ñ por causa de um eleitorado enraivecido mas antes, como disse o próprio cabeça de lista, por ser a única alternativa viável ao futuro deste país.

Quanto às sondagens que se fizeram no seguimento destas eleições a propósito das eleições legislativas, nao lhes podia dar menos importância. Creio que os resultados obtidos nas europeias ñ corresponderam a nenhuma das sondagens da comunicação social. Consequentemente, penso que, sabidos os resultados, o PS terá que mudar algo na política interna do país se ñ quer perder as eleições, visto que levou um claro cartão vermelho por parte do eleitorado.

José Coelho disse...

Concerteza, há que ser racional. Se antes destas eleições nem as forças políticas do PSD acreditavam numa possível luta eleitoral nas legislativas que se seguem (a luta interna é por demais evidente), certamente que o novo alento se deve ao papel fundamental do PS nesta matéria. O PSD apresentou um bom candidato e beneficiou certamente do contributo do candidato do PS enquanto péssima escolha. Mas o voto de protesto manifesta-se de várias formas, não numa escolha bipolar entre 2 partidos. Estas eleições europeias não serviram aliás para lutas de poder como é óbvio. O PSD ganhou estas eleições, mas não descuremos. Repare-se que a maior alteração nas sondagens não foi certamente no PSD, já que o intervalo previsto foi algo muito aproximado ao resultado real(que aliás escrevi em post anterior). A maior baixa significativa, perante subidas de Bloco, CDU e CDS, foi sem dúvida alguma o abatimento percentual do PS em quase 9%! Para não falar do número de pessoas que deixaram de votar PS faces às últimas europeias. E portanto é evidente que o notório abaixamento resulta de um protesto à governação.
Relativamente às sondagens, o que referi foi simples: a divulgação de sucessivos resultados enganadores, leva muito do eleitorado a nem sequer se manifestar e contribui inelutavelmente para o nível de abstenção que se verificou.