O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento - John Fitzgerald Kennedy

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Artigo de Opinião de RAP na Visão

O leitor mais perspicaz já terá percebido a relação próxima que existe entre as listas do PS com candidatos de esquerda e o Hindenburg da Madeira, o zeppelin do PND que levou tiros de caçadeira em Chão da Lagoa. Infelizmente, porém, só uma pequena parte dos meus leitores é perspicaz - de outro modo, não seriam meus leitores. E é por isso que, por muito fastidioso que isso possa ser para os meus leitores mais perspicazes, me vejo obrigado a explicar aos menos perspicazes a razão pela qual as listas do PS e o zeppelin da Madeira são factos que devem ser analisados em conjunto. Eu resumo os factos: Manuela Ferreira Leite contraiu uma conveniente gripe, e por isso ficou impedida de ir à ilha em que a propaganda dos partidos da oposição é abatida a tiro. Os assessores da presidente do PSD esclareceram que ela não sofria de gripe A, mas parece evidente que estamos perante um caso de gripe AJJ. Aos sintomas da gripe, junta uma espécie de alergia a Alberto João Jardim, que também é muito incomodativa. Quanto ao PS, está a formar listas de candidatos à Assembleia da República com gente que não é do PS. Ou seja, os socialistas estão a tentar convencer os eleitores de que as pessoas de esquerda são do PS, e Manuela Ferreira Leite está a ver se ninguém repara que Alberto João Jardim é do PSD. A tarefa de Manuela Ferreira Leite será, provavelmente, mais difícil. Sobretudo porque tem sido tentada por quase todos os presidentes do PSD, sempre sem grande sucesso. Já a tarefa do PS, é sazonal. A mais curiosa característica do PS será, talvez, esta: quando está na oposição é um partido de esquerda, quando está no governo transforma-se no PSD. Habitualmente, por isso, a escolha dos eleitores faz-se entre o PSD normal e o PSD do Largo do Rato. A estratégia do PS é interessante sobretudo porquanto dificulta o trabalho do PSD: quando estão no governo, os sociais-democratas enfrentam um opositor feroz que considera vergonhosas as suas políticas; quando está na oposição, o PSD tem de inventar discordâncias com um governo que é extremamente parecido com o seu. O problema das listas do PS é que parecem desenhadas para compor a bancada socialista quando está na oposição. É verdade que, somados, os partidos à esquerda no PS tiveram, nas últimas eleições, mais de 20% dos votos, e é natural que os socialistas queiram recuperar alguns desses eleitores. Mas, na eventualidade mais ou menos remota de o PS ganhar as legislativas, terá a bancada parlamentar minada por gente que não costuma apoiar o PSD do Largo do Rato. Um putativo governo do PS terá maioria nas urnas, mas não no seu grupo parlamentar. Lá divertido vai ser.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A montanha quer parir um Rato

Manuela Ferreira Leite não resiste. As suas convicções são mais fortes. O seu planeamento para um governo Social Democrata revela-se cada vez mais assustador, em nada se apresentando como alternativa ao que quer que seja. Se aliarmos isto a um eventual apoio encostado do CDS-PP (como é costume tal a sede de poder), verificamos que o panorama nacional não é animador. Desta vez a dona Manuela "prefere" tributar bens de luxo, ao contrário da proposta do governo de baixar as deduções à colecta para os agregados familiares com rendimentos mensais superiores a cinco mil euros. Para a a líder laranja "Se tivesse de aumentar impostos, se achasse que os ricos estavam tão ricos que já não sabiam o que fazer ao dinheiro, tributava fortemente em impostos indirectos aqueles bens aos quais eles têm acesso". Uma lógica indesmentível. Em alturas em as pessoas de rendimentos infindáveis sofram a penosa tarefa de ter escolher entre um iate (exemplo utilizado pela líder do PSD) ou um até um carro de alta cilindrada, a solução será levar essas pessoas a virarem-se para outros mercados mais acessíveis face a uma taxação ainda mais rigorosa do que a que já existe (o ramo automóvel é um exemplo claro). Entre uma baixa nas deduções que pode atenuar alguma injustiça de distribuição de rendimentos, dona Manuela prefere mais taxas. A diferença reside no poder de escolha de umas e na imposição imediata do outro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

De regresso à Alice no País das Maravilhas

Internautas da SIC indicam que Benfica é o mais bem preparado para a nova época. O Benfica lidera, com mais de dois mil votos, com o FC Porto muito próximo, a uma distância de cerca de 500 votos. Com várias contratações sonantes e um novo treinador, o português Jorge Jesus, o Benfica está este ano a inspirar muita confiança dos seus adeptos. Confiança que foi reforçada pela conquista, ontem, do torneio de Amesterdão, depois de uma vitória por 3-2- frente ao Ajax. Foi a primeira vez que uma equipa portuguesa conquistou o torneio holandês. Para o FC Porto, apesar da venda de Lizandro e de Cissokho, a nova época é encarada com a confiança do costume. O planeamento da nova época foi novamente feita pelo treinador português Jesualdo Ferreira, o primeiro português a conquistar o tri-campeonato. Os dragões partem novamente como favoritos à renovação do título. Mesmo assim, os adeptos que votaram no inquérito da SIC Online colocam os portistas atrás do Benfica.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Já estou como o Velho do Restelo pré-pessimista: estas modernices!

Negativa a Língua Portuguesa, a História e a Matemática. Negativa também a Geografia, a Físico-Química, a Educação Visual... Feitas as contas, José, chamemos-lhe assim, teve nove negativas em 14 "cadeiras". Tem 15 anos, está no 8.º ano do ensino básico. E a escola passou-o. Não é caso inédito, mas não deixa de ser raro, como admite Augusto Sá, director do Agrupamento de Escolas de Monte da Ola, em Vila Nova de Anha, Viana do Castelo. No final do 3.º período, o conselho de turma reuniu, cada professor deu a sua nota e, no caso de José, o balanço era negativo. Augusto Sá nota, contudo, que para decidir se um aluno "passa" não basta "somar" as positivas e as negativas. "Há um percurso, há um contexto, há uma família...". Certo é o que diz o despacho normativo n.º 50/2005: "A retenção deve constituir uma medida pedagógica de última instância".

sexta-feira, 17 de julho de 2009

...E o PSD mantém a sua "política de verdade"

PSD não comenta proposta de Alberto João Jardim por não ser altura de falar sobre a revisão constitucional, ver aqui

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Já a estupidez ainda é constitucional...

Jardim defende alteração da Constituição para proibir comunismo, ver aqui

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ai Dona Manuela, essa política de verdade! Só má memória? O antes e o depois

As Duplas Candidaturas

A deputada Ana Gomes deveria decididamente "enfiar a viola no saco" e aceitar as críticas que lhe são endereçadas a este respeito. Tanto Ana Gomes como Elisa Ferreira debruçam-se em ridículas posições ao tentar afirmar e sublinhar que as suas duplas candidaturas representam algo de idóneo e transparente pela forma como foram anunciadas em período anterior às Eleições Europeias. Quando confrontadas com a questão (relembre-se que Ana Gomes é candidata eleita ao Parlamento Europeu e à Câmara de Sintra, Elisa Ferreira é candidata eleita ao Parlamento Europeu e à Câmara do Porto) agem como se de algo ofensivo se tratasse , afrontando a sua honorabilidade! Em resposta a acusações Ana Gomes refere no seu blogue "Muito antes das eleições europeias esclareci que não acumularia dois cargos: se for eleita para a presidência da Câmara Municipal de Sintra, renunciarei ao mandato no Parlamento Europeu. Estou empenhada em servir os munícipes de Sintra e estou convicta de que posso ser eleita para Sintra". Portanto Ana Gomes, que sempre respeitei e que mantenho, considera de uma transparência absoluta que os cidadãos votem nas listas de um partido que apresenta o seu nome, sendo que aquando de uma futura eleição para a uma Câmara Municipal, abdica do cargo para que foi eleita e para o qual os eleitores a elegeram em Junho. Ora este modo de fazer política não é de todo em todo séria! Enquanto cidadão, votando num projecto de uma qualquer listagem partidária, tem-se em conta todas as figuras que a representam quando se vota em consciência. Eleita agora para sair mais tarde não é sério para o eleitorado, independentemente do prévio anúncio que todos agradecemos. É pena que Ana Gomes não consiga entender, apesar do grande esforço laranja, que não se trata de jogo político Social Democrata, mas de uma mera confusão de conceito. Quando Manuel Alegre desafia, Ana Gomes e Elisa Ferreira a escolher entre a candidatura ao Parlamento Europeu e às autarquias de Sintra e do Porto, defende que é uma questão de «transparência para que os eleitores saibam em quem estão a votar». E esta é a verdadeira questão. Nota: Uma nota para as posições de interesse de Leonor Coutinho ou Sónia Sanfona quando vêm agora dizer que se estão a "modificar as regras do jogo a meio" em tom crítico a propósito da medida do PS em acabar com o cinzento das duplas candidaturas. As posições públicas de Leonor Coutinho e Sónia Sanfona (para quem não conhece, a deputada que deitou pelo cano meses de trabalho com o relatório "Rosa" acerca das conclusões no caso do BPN) são esta manhã comentadas por Marina Costa Lobo no jornal de negócios e que aqui subscrevo. Refere a politóloga que "o comportamento destas deputadas não assinala uma atitude correcta do ponto de vista ético. A lei que potenciou esta mudança foi aprovada em 2006, tendo estipulado que a partir da próxima legislatura, isto é, a partir de 2009, não se poderia acumular o mandato de deputado à Assembleia da República com o de Presidente de Câmara ou de vereador. Até agora, isso era possível e ocorria com muita frequência, mas vai deixar de sê-lo. Ora, dando por adquirido que estas deputadas não ignoravam esta lei, então podemos concluir que entraram numa campanha autárquica preparando-se depois para defraudar os seus eleitores, o que é grave. O facto de ter havido orientações do partido nesse sentido não retira a responsabilidade pessoal das escolhas feitas. As deputadas deveriam assumir as candidaturas autárquicas plenamente, em lealdade com o processo eleitoral com que se comprometeram."

terça-feira, 7 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Breve Nota

Não há grandes comentários a elaborar no final destas eleições no Benfica que tanto consumiram as televisões e jornais nestes últimos dias. Quero no entanto sublinhar a tão apregoada "democracia" e "verdade" que Vieira tanto quer fazer passar. Renegar qualquer oposição, movimento ou voz contrária, desrespeito pela lei, violação de estatutos, conivência com violência a qualquer oposição, pressões, intervenções públicas desrespeitosas e sem educação e manipulação da comunicação social que ontem fez escola mais uma vez com a esquecida notícia da multa a Manuel Vilarinho, que as televisões e rádio se esqueceram de aprofundar com claro prejuízo para um candidato. Este é o conceito de verdade desportiva de Filipe Vieira, que curiosamente existe desde que o Benfica deixou de ganhar. Longa vida ao rei!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"No melhor pano cai a nódoa"

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, lançou hoje à tarde fortes ataques ao Governo, nomeadamente ao ministro Mário Lino, que tutela as Obras Públicas, a quem apontou uma “lamentável sucessão de nódoas”. “No melhor pano cai a nódoa e esta é uma nódoa muito grande. Não é a única nódoa provinda do Ministério das Obras Públicas, onde lamentavelmente as nódoas se têm sucedido”, disse António Costa na reunião pública da Câmara de Lisboa, que está a decorrer. Em causa está um decreto-lei de 26 de Junho com o novo regime jurídico aplicado ao Metropolitano de Lisboa, onde se refere que “o Conselho de Administração da empresa deixa de integrar qualquer representante do Município de Lisboa”. Respeitando os novos estatutos, o Governo de José Sócrates afastou desde logo o representante da autarquia da capital, mas sem antes consultar o município. O presidente da Câmara classificou a actuação do Executivo de “inaceitável e lamentável”. Ora, parece afinal que a actuação deste governo não incomoda apenas os protagonistas dos partidos da oposição (nos quais não me incluo ideologicamente). Chega a vez de um alto dirigente socialista fazer um duro ataque de dentro para fora a 3 meses das eleições. Demonstra que o pluralismo e o delito de opinião ainda existe mesmo dentro da disciplina partidária e cala algumas vozes que se insurgem contra alguns comentários. Afinal, nem é necessário ir longe para encontrar falhas no governo de Sócrates!