
A deputada Ana Gomes deveria decididamente "enfiar a viola no saco" e aceitar as críticas que lhe são endereçadas a este respeito. Tanto Ana Gomes como Elisa Ferreira debruçam-se em ridículas posições ao tentar afirmar e sublinhar que as suas duplas candidaturas representam algo de idóneo e transparente pela forma como foram anunciadas em período anterior às Eleições Europeias. Quando confrontadas com a questão (relembre-se que Ana Gomes é candidata eleita ao Parlamento Europeu e à Câmara de Sintra, Elisa Ferreira é candidata eleita ao Parlamento Europeu e à Câmara do Porto) agem como se de algo ofensivo se tratasse , afrontando a sua honorabilidade! Em resposta a acusações Ana Gomes refere no seu blogue
"Muito antes das eleições europeias esclareci que não acumularia dois cargos: se for eleita para a presidência da Câmara Municipal de Sintra, renunciarei ao mandato no Parlamento Europeu. Estou empenhada em servir os munícipes de Sintra e estou convicta de que posso ser eleita para Sintra". Portanto Ana Gomes, que sempre respeitei e que mantenho, considera de uma transparência absoluta que os cidadãos votem nas listas de um partido que apresenta o seu nome, sendo que aquando de uma futura eleição para a uma Câmara Municipal, abdica do cargo para que foi eleita e para o qual os eleitores a elegeram em Junho. Ora este modo de fazer política não é de todo em todo séria! Enquanto cidadão, votando num projecto de uma qualquer listagem partidária, tem-se em conta todas as figuras que a representam quando se vota em consciência. Eleita agora para sair mais tarde não é sério para o eleitorado, independentemente do prévio anúncio que todos agradecemos. É pena que Ana Gomes não consiga entender, apesar do grande esforço laranja, que não se trata de jogo político Social Democrata, mas de uma mera confusão de conceito. Quando Manuel Alegre desafia, Ana Gomes e Elisa Ferreira a escolher entre a candidatura ao Parlamento Europeu e às autarquias de Sintra e do Porto, defende que é uma questão de «transparência para que os eleitores saibam em quem estão a votar». E esta é a verdadeira questão.
Nota: Uma nota para as posições de interesse de Leonor Coutinho ou Sónia Sanfona quando vêm agora dizer que se estão a "modificar as regras do jogo a meio" em tom crítico a propósito da medida do PS em acabar com o cinzento das duplas candidaturas. As posições públicas de Leonor Coutinho e Sónia Sanfona (para quem não conhece, a deputada que deitou pelo cano meses de trabalho com o relatório "Rosa" acerca das conclusões no caso do BPN) são esta manhã comentadas por Marina Costa Lobo no jornal de negócios e que aqui subscrevo. Refere a politóloga que
"o comportamento destas deputadas não assinala uma atitude correcta do ponto de vista ético.
A lei que potenciou esta mudança foi aprovada em 2006, tendo estipulado que a partir da próxima legislatura, isto é, a partir de 2009, não se poderia acumular o mandato de deputado à Assembleia da República com o de Presidente de Câmara ou de vereador. Até agora, isso era possível e ocorria com muita frequência, mas vai deixar de sê-lo. Ora, dando por adquirido que estas deputadas não ignoravam esta lei, então podemos concluir que entraram numa campanha autárquica preparando-se depois para defraudar os seus eleitores, o que é grave. O facto de ter havido orientações do partido nesse sentido não retira a responsabilidade pessoal das escolhas feitas. As deputadas deveriam assumir as candidaturas autárquicas plenamente, em lealdade com o processo eleitoral com que se comprometeram."
5 comentários:
Típica atitude socialista... Dão um novo significado ao "termo jobs for the boys": Passam a "jobs for the girls"
o que vale é que nos outros partidos n se passa nd disso... nem pior! oi? alguém falou em caso bpn?
este loureiro não perde uma para cascar no ps... já eras um bocado menos tendencioso, ou será que é só mesmo o ps que tem podres?
Irei debruçar-me sobre a dona Manuela e o seu bando apesar do pouquíssimo crédito que lhes atribuo. E eu digo o que penso, aqui não há disciplina partidária. Não sou é cego, muito menos Sócratico. Não sou anti-ps. Ou Manuel Alegre não é PS? Helena Roseta não é PS? Mário Soares não é PS? Percebam a diferença
Opções deste tipo são a regra na democracia portuguesa! Vejamos as últimas Autárquicas (2005): Ana Manso (PSD), na Guarda, Luís Filipe Menezes (PSD), em Gaia, Manuel Maria Carrilho (PS), em Lisboa, Teixeira Lopes (BE), no Porto, Honório Novo (CDU), em Matosinhos, entre outros, tinham sido eleitos deputados à AR meia dúzia de meses antes. Para não falar do inúmero leque de presidentes de Câmara em exercício de funções que têm encabeçado listas dos seus partidos às Legislativas…
O que há então de novo, desta vez? Apenas que Manuela Ferreira Leite anunciou que desta vez "os candidatos do partido a presidente de Câmara não integrarão as listas de deputados"! Nestes termos, o que é lamentável é que o PSD: i) pretenda que as suas opções internas conjunturais passem a ser um referencial da ética política nacional; ii) com base nisso, se proponha arrogantemente tutelar as opções dos outros partidos; iii) disfarce esse desrespeito político transformando-o em acusações cirúrgicas insultuosas e personalizadas e em lições de moralismo aos protagonistas que mais os ameaçam.
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