Há quem se indigne com a investigação aos submarinos adquiridos por Paulo Portas enquanto ministro da Defesa (Governo de Durão Barroso e de Ferreira Leite). Acham suspeito que os submersíveis voltem à tona depois do resultado favorável do CDS-PP. Alegam que ao PS convinha um CDS forte durante as legislativas (para esvaziar o PSD). E fraco logo a seguir, para perder capacidade negocial.
É possível. Mas a indignação continua estranha. Em vez de se escandalizarem com a oportunidade da investigação a submarinos que meteram água (um mar de 34 milhões de euros), talvez fosse melhor indignarem-se com o facto de o CDS se apresentar como força de protesto em tempo de crise. Embora, na verdade, pretenda reduzir o Estado a mero executivo dos negócios dos privados, como no caso Portucale ou no do Casino Lisboa.
Conduzindo uma campanha extremista, esse partido reforçou-se com o discurso do racismo social, contra pobres e imigrantes, dissimulando a sua predatória passagem pelo governo. Enfim, Portas põe o roto contra o nu, mas quer colarinho branco. Se Sócrates teve como principal estratégia evitar o escrutínio ao seu Executivo, Portas foi exímio. E se chegar ao poder retomará a sua rota. Submarinos, sobreiros ou roletas. Tudo isso e muito mais cabe no Porta(s)-aviões.
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