
Esta questão acerca de vacinação numa 1ra 2da ou 3ra fase de determinados grupos de pessoas tem muito que se lhe diga. Nomeadamente relativa à vacinação dos grupos de deputados ou até mesmo dos casos de médicos que têm sido pressionados para prescrever vacinas a pessoas que não se incluem em grupos de risco que devem, por maioria de razão (nomeadamente a razão "meramente" humana esquecida) ter à sua disposição as primeiras remessas da vacina contra esta estirpe do vírus H1NI. Alguns deputados manifestaram já a sua não disponibilidade para tomarem a vacina nesta fase. Miguel Macedo, do PSD, concorda que o Primeiro-Ministro e o Presidente da República sejam vacinados, mas não concorda com a prioridade dos ministros. O social-democrata Agostinho Branquinho ainda não decidiu se vai ser vacinado, mas considera que uma grávida devia ser vacinada primeiro que um deputado. «Acho que um doente com insuficiência cardíaca ou uma grávida depois do primeiro trimestre é mais prioritária do que os deputados», disse ao DN.
Nuno Magalhães do CDS-PP e Clara Carneiro do PSD também dizem não. «Não tenho nenhuma doença que o justifique», declarou a deputada.
Já o bloquista João Semedo, médico de profissão, tenciona ser vacinado e «não acompanha a inquietação que há relativamente à vacina». O deputado não considera que seja um «privilégio indevido». Concerteza que não... Esta evidente análise, não está ao alcance de qualquer mente, de modo que deputados como José Lello e João Semedo já se "chegaram à frente" para se posicionarem na primeira linha da vacinação, tão prioritários que são para este Portugal. A questão não se põe em termos de importância, mas antes em termos de prioridade. E se órgãos de soberania estão na vanguarda das prioridades (assim como as grávidas ou os doentes de risco), tenho muitas dúvidas acerca deste papel que vestem aos deputados. E num ano de maioria relativa, veremos se estão há altura das responsabilidades. Com saúde!
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