O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento - John Fitzgerald Kennedy

quinta-feira, 11 de junho de 2009

É claro o excesso, mas a economia contraria-nos. O interesse econónimo nesta operação é indesmentível

Se, no plano desportivo, a qualidade de Cristiano Ronaldo é inegável, ao ponto do antigo avançado da Selecção argentina e do Real (hoje em funções de muito maior responsabilidade nos blancos) considerar o prodígio português como um verdadeiro postal futebolístico, quanto aos factores extra-jogo, Valdano também mostra grande tranquilidade e convicção de que o clube espanhol fez um negócio da China. "Vamos pagar esse dinheiro, porque ele (Cristiano Ronaldo) o vale, porque esse investimento tem retorno", afiança o responsável madridista, entrevistado pela televisão pública espanhola. Ainda sobre o elevadíssimo montante (93 milhões de euros) que o Real Madrid vai pagar ao United, Valdano considera que "um escândalo é pagar, digamos, dez milhões de euros por um jogador que não dá um euro de retorno", situação que não se vai verificar neste caso, porque, prossegue o argentino, "um jogador destes garante um aumento espectacular dos contratos com os patrocinadores, com a televisão e com a venda de produtos com a marca do clube". Para reforçar o seu raciocínio, Jorge Valdano refere um estudo que foi feito pelo Real antes de avançar para a compra do brasileiro Kaká (ao AC Milan), a outra mega-estrela já garantida pelos merengues para a próxima temporada: "Kaká vale 70 milhões por ano ao Real. Custou 60 milhões. É uma rentabilidade extraordinária".

Não podia deixar de publicar este post

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rica Prova dos 9

Sócrates continua a sua política de seriedade. Em Maio como aqui referi, este Primeiro Ministro admitia então que umas eleições eram sempre uma "prova dos nove dos líderes políticos", uma espécie de "avaliação governativa" por assim dizer. O governo chumbou inequivocamente nesta avaliação que sobre si próprio propôs. O resultado? Depois do límpido recado prestado pelo eleitorado, Sócrates afirmou na ressaca da derrota que o Governo não vai mudar um milímetro da sua política ou da sua abordagem perante este resultados, num tom de clara falta de humildade que persiste. O recado aos portugueses deveria ser de reflexão. Ao invés, Sócrates promete mais do mesmo, até que as legislativas falem mais alto.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eurosondagem: dito, feito!

As sondagens que foram continuamente feitas por esta empresa no período pré-eleitoral davam uma clara vitória ao PS nas eleições europeias de 7 de junho como se constata aqui ou aqui. As percentagens atribuídas então ao CDS eram também muito desviadas da realidade que se veio a constatar. Não satisfeito com os erros cometidos, no próprio dia das eleições, a Eurosondagem permitiu-se realizar mais uma sondagem, desta vez para as Legislativas. E de acordo com a sondagem da Eurosondagem SIC, o Partido Socialista vence as eleições legislativas no final do ano com quase 40 por cento dos votos, o que sugere que a derrota nas europeias não significa o fracasso no próximo acto eleitoral. O PS vence as eleições legislativas com 39,6 por cento dos votos, segundo a projecção que a Eurosondagem realizou para a SIC. Quanto ao PSD chega aos 33 por cento, o Bloco de Esquerda mantém o terceiro lugar com nove por cento enquanto a CDU regista oito por cento e o CDS consegue seis por cento dos votos. De acordo com os números do canal de televisão nota-se que poderá não haver um chumbo ao PS nas legislativas depois de conhecidas as primeiras projecções em relação às europeias. As sondagens são o que são. No entanto, o principal reside nas opções que as pessoas tomam em função do que as sondagens nos vão continuamente apresentando, com resultados sucessivamente erróneos como se verificou. E isso é claramente nocivo à democracia.

Recado eleitoral

PSD - 31,68%; PS - 26,58%; Bloco - 10,74%; CDU - 10,66%; CDS - 8,37%. Este foi o resultado das eleições em Portugal para a eleição dos 22 deputados ao Parlamento Europeu, sem contar ainda o apuramento dos votos dos emigrantes que representam uma percentagem de cerca de 1%. Com a descida do partido do Governo e a subida de todos os partidos da oposição, as ilações a retirar são claras a evidentes. Vital Moreira e José Sócrates os principais derrotados da noite, o Bloco foi a confirmação. NOTA: Li hoje ao final da tarde um comentário de um militante socialista no "Minuto a minuto Especial Europeias 2009" no Parlamento Global de que participei e que me apraz registar: "Sou socialista, e por isso hoje não votei PS". Para bom entendedor...

sábado, 6 de junho de 2009

A minha previsão

PS - Entre 33% a 35%; PSD - Entre 30% a 32%; Bloco - Entre 9% a 11%; CDU - Entre 8% a 10%; CDS - Entre 5% e 6%

quarta-feira, 3 de junho de 2009

"A Europa é Vital!"

Vital Moreira despiu a veste académica. Desceu do palanque da intelectualidade para entrar no papel do populismo de que nunca foi fã. Houve tempos em que as suas notórias falhas enquanto candidato eram colmatadas por um primeiro-ministro que descurava a governação do país (prova dada no facto de não mais ter comparecido às sessões quinzenais). Agora, soldados socialistas continuam a acompanhar de perto as atitudes de Vital, não vá o diabo tece-las(as afirmações do candidato do PS já levantaram vozes dissidentes dentro do próprio partido, como se constata aqui). Já escrevi aliás sobre os problemas de se ter um candidato freelancer em partidos com pouco debate em post anterior. O que agora se verifica, resultado de uma acção de consciencialização, é um Vital Moreira agressivo, popular, sem o debate que sempre defendeu! Veste o papel da oposição, criticando tudo o que mexe. A meu ver, numa postura conturbada, que não lhe assenta bem, apesar de se perceber. Vital Moreira entendeu que o seu estilo não convinha ao partido, não convinha a José Sócrates, e fez questão de se auto-modificar para uma pose que, convenhamos, não lhe faz justiça. Uma imitação pobre de Alberto João Jardim, como referiu Pacheco Pereira. O mote é agora a berraria, o apelo desmedido, as palmas, a pergunta retórica que actualmente lança ao "seu público" que o venera. A mensagem é "A Europa é Vital!". Em voz alta por favor.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Há quem lhe chame "roubalheira"

Desapareceram do Banco Português de Negócios (BPN) peças de arte num valor de 2,5 mil milhões de euros, revela a instituição no relatório e contas de 2008, apresentado esta segunda-feira, numa conferência de imprensa. «Em 2008, efectuou-se um levantamento da localização de obras de arte registadas pelo banco, não tendo sido possível localizar quadros cujo valor ascende a 2.503 milhares de euros», refere o documento. O conjunto de quadros em causa estaria incluído nos activos que Miguel Cadilhe classificou de «extravagantes» depois de ter assumido a liderança da Sociedade Lusa de Negócios, na altura ainda dona do BPN. Em causa estavam 80 obras de Juan Miró, uma colecção de moedas comemorativas do Euro 2004 e ainda uma colecção de arte egípcia, que deveriam ter sido vendidos pela SLN para encaixar 110 milhões de euros. A colecção de arte egípcia, que o BPN tinha comprado por 5 milhões de euros, revelou-se, afinal, falsa. Esta colecção era composta por várias dezenas de peças trabalhadas em ouro que alegadamente remontam à Idade do Cobre (calcolítico) e por estatuetas em pedra que representam a deusa da fertilidade. Nota: CGD, que gere o banco, não sabe onde estão quadros valiosos

segunda-feira, 1 de junho de 2009