
Depois de cerca de 6milhões de pessoas terem atribuído uma absoluta credibilidade a determinados elementos processuais anticonstitucionais (embora respeitar as regras para um português apenas se reporte "ao próximo" e nunca a nós próprios) cuja interpretação foi absolutamente mal escrutinada ou analisada de um modo direccionado por vontades pessoais, e após uma também complacente atitude de credibilidade dada por essas mesmas pessoas a uma senhora que tem o prazer de lavar roupa suja em público com o único propósito de uma vantagem patrimonial, sendo esse o seu emprego após uma fugaz passagem pela sempre bela "noite" do Porto, tomo a total liberdade e o absoluto direito de analisar tudo o resto que envolve um processo que visa e visou apagar o domínio do futebol em campo e jogado por terras a Norte do rio Mondego. E nesse sentido, para além de uma queixa-crime apresentada no Ministério Público contra Luís Filipe Vieira por difamação (algo que o mesmo domina como ninguém), chega a vez de um ex-companheiro ou "amigo" da senhora Salgado ter afirmado
em tribunal o encontro já há muito sabido entre o senhor Luís Filipe Vieira e Carolina Salgado com a ajuda da conveniente Leonor Pinhão, empregada jornalística ao serviço do clube da Luz (apesar dos envolvidos do clube da luz terem antes negado veemente estes encontros de amigos). Reporta Paulo Lemos, a referida testemunha
EM TRIBUNAL, que o presidente do Benfica conspirou com Carolina Salgado, ex-companheira do líder do FC Porto, para incriminar o dirigente portista. Na quinta sessão do «caso do envelope», um apêndice do mega-processo de corrupção desportiva Apito Dourado, em julgamento no Tribunal de Gaia, Paulo Lemos, ex-companheiro de Carolina Salgado, revelou alguns dados dos encontros entre o líder «encarnado», Luís Filipe Vieira, e a autora do livro «Eu, Carolina». Paulo Lemos relatou o encontro em que Carolina "agarrou-se aos beijos e abraços" com Vieira (pessoa séria!). "Existia já uma amizade grande com o presidente do Benfica", disse. A testemunha garantiu ainda ter visto nesse encontro Leonor Pinhão, jornalista e conhecida adepta do Benfica, «Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, tentou, nesse jantar, incriminar Pinto da Costa, juntamente com Carolina. Estava também presente Leonor Pinhão" refere. «Num jantar em Lisboa, Luís Filipe Vieira disse a Carolina: O que tens para mim e quanto queres por isso?», contou Paulo Lemos ao juiz do tribunal de Gaia. O papel de Leonor Pinhão nesta trama fui ao que parece fulcral, já que quem ontem também aludiu a uma relação entre esta jornalista e Carolina foi Fernanda Freitas Sousa, co-autora, com Carolina Salgado, de «Eu, Carolina», «Foi Leonor Pinhão que me pediu para tirar a fotografia à cómoda [onde alegadamente estava o dinheiro que Pinto da Costa usava para subornos] da casa da Rua do Clube dos Caçadores, em Gaia», disse. A docente e redactora do livro "Eu, Carolina" confirmou que não escreveu a parte referente ao Apito Dourado. "Não sei quem foi, a Carolina nunca me disse", explicou, assumindo ter posto um processo contra a co-autora, por não ter respeitado um compromisso verbal sobre repartição dos lucros. "Ela escreveu o livro por vingança e para ganhar dinheiro" (pessoa credível portanto!). Fernanda Freitas, que adiantou ter trocado alguns e-mails com Pinhão, disse ainda ter escrito o livro após notas tomadas em conversas com Carolina Salgado e afastou-se completamente dos capítulos que referem o caso Apito Dourado e os subornos a equipas de arbitragem, assim como tráfico de influências (quem terá elaborado essa parte, tão importante(!) para condenar clubes e dirigentes...). Ora julgo termos neste caso, um ideal de seriedade e pagamentos para a realização de um serviço que se materializou num livro e, não nos esqueçamos, de um suposto filme... Parece-me de louvar esta procura pela justiça no futebol português, constatando com muita pena que essa mesma justiça não se aplique para os lados da capital.
P.S.Por vezes (quase sempre), para lutar por títulos, ser campeão, ou simplesmente ser competitivo, não basta queixar-se impunemente das arbitragens a torto e a direito. Ás vezes, há quem diga que é mesmo preciso ter carácter e "jogar à bola" porque um resultado de 7-1 (12-1 na eliminatória) não dignifica o país, e muito menos a história de um clube.
4 comentários:
Ás vezes por onde menos se espera, sai um tiro pela culatra..
Antes de mais, louvar o esforço feito no sentido de exibir uma rendilhada erudição, apesar de tal tentativa não fazer mais do que tornar o texto confuso, enfadonho e, por vezes até, disparatado.
Acho incrível que as pessoas usem determinados argumentos a seu bel-prazer, da maneira que mais lhes for conveniente em cada momento. Carolina Salgado não tem credibilidade, pois o seu único propósito é (por ter armado, juntamente com Vieira, uma cabala contra o futebol “jogado por terras a Norte do rio Mondego”) incriminar o FC Porto e o seu principal dirigente, pelo que mente em tribunal com todos os dentes. Mas Paulo Lemos, confesso adepto do FC Porto, não! Esse bastião da imparcialidade exala credibilidade por todos os poros!
Basta desta teoria da conspiração! Não foram as “6 milhões de pessoas” que disseram a Pinto da Costa ou ao Major Valentim Loureiro para fazer as famosas chamadas telefónicas, ou foram? É certo que o seu uso como meio de prova é inconstitucional (e não anti-constitucional, senhor jurista) pelo que o mais certo é o processo culminar numa absolvição dos arguidos, o que, a confirmar-se, só prova que não poderias ter escolhido melhor nome para o teu blog. De facto, é injusto, para os olhos do cidadão comum, que a justiça não deixe a verdade material vir ao de cima, punindo aqueles que toda a gente sabe que são culpados, porque a utilização das ditas escutas (cujo conteúdo é esclarecedor) é inconstitucional.
PS- Por falar em 7-1, houve um clube aqui há uns tempos que, mesmo não conseguindo tal proeza, levou 6-1. Mas desse, que agora luta para se manter no convívio do futebol profissional, já ninguém se lembra. Já agora, que tens a dizer sobre a asfixiante situação financeira do dito clube? Fazendo jus às tuas palavras, porque não te pronuncias sobre este “tema quente da sociedade portuguesa”? Não querendo falar em ilegalidades, diria que, no mínimo, houve gestão danosa por parte do seu presidente e administradores, mas é só um palpite.
Quando se tem telhados de vidros (e os teus são tão frágeis) devia-se medir bem as palavras…
É um caso verdadeiramente vergonhoso relativamente ao futebol, e sobretudo à justiça portuguesa.
Curioso é o facto de a Senhora Fernande Freitas ter aparecido numa conferencia de imprensa, juntamente com Carolina Salgado, sorridente e triunfante acerca da boa comercialização do livro que acabara de escrever, referindo inclusivamente que Salgado "é uma grande mulher".
Posteriormente, coloca-a em tribunal pela supracitada questao... Mao de Pinto da Costa pelo meio?
PS - Resultado vergonhoso para todos, sejam adeptos, sejam portugueses. Como disse Rogerio Alves, foi uma mancha terrivel num percurso brilhante. Erguer a cabeça e tentar dar a volta à pior crise sportinguista que me recordo.
Caro "Anónimo": agradeço desde já o tempo disponibilizado na leitura das minhas palavras e a participação que de pronto publiquei. Relativamente ao efeito produzido, tendo a imiscuir-me do mesmo, já que o objectivo deste blogue não é , repito, agradar, apenas exprimir pontos de vista e opiniões. Quero de início referir que não se trata de uma resposta a um qualquer insulto dissimulado que possa ter surgido, mas sim uma cortesia da minha parte (que raramente se repetirá) pelo tempo por si perdido. Num segundo ponto do meu discurso que não desejo alongar, quero clarificar uma dúvida que concerteza tem (visto o comentário que elaborou), acerca da palavra "anticonstitucional": de facto, notei posteriormente de um lapso ao colocar um hífen a separar a palavra, (hífen que não existe) sendo que "anticonstitucional" (palavra que consta da literária portuguesa) significa, o que contraria a constituição de um Estado ou país, e portanto fica aqui o seu "idóneo" engano esclarecido; gostava também de transmitir que este é um blogue da minha autoria e pelo qual dou a cara e a escrita, assumindo tudo o que publico, constatando com alguma pena a não assunção do comentário por parte do meu caro "anónimo" mas enfim, nem todos padecem da mesma intrepidez; sinto também que devo tornar claro a vossa excelência que é regra para o comum homem, reger-se por uma máxima individualista: "a verdade está nos olhos de quem a vê", e por esse facto é normal a sua posição, e não a contesto(chama-se democracia). Mas visto que me conhece tão bem, e não sendo eu um adepto do Futebol Clube do Porto como bem está informado, sabe que algumas sentenças foram já proferidas e alvo de recurso (é uma ferramenta processual de justiça que bem conhece..) mesmo passando por cima de dessas "inconstitucionalidades" de que falou, e portanto, mesmo com a tristeza que tenho com a situação do meu clube(que deve ter sido concerteza partilhada em outras situações do passado encarnado que bem conhece e até mesmo do presente na Grécia, e que compreendo) da minha parte não verá quaisquer telhados de vidro pois o insulto não é veículo que me atinja, mesmo sem identidade. Agradeço a participação!
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