O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento - John Fitzgerald Kennedy

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sócrates/PT/TVI

Esta temática é para mim bastante clara. Não me parece, de todo, ao contrário do quem tem vindo a ser veiculado, que o primeiro ministro ou o Governo tivesse de facto a pretensão de utilizar o negócio da PT com o objectivo claro de afastar um "instrumento" incómodo, através da alteração da linha editorial da TVI que se seguiria após a conclusão do negócio. Sou um crítico das políticas de Direita deste primeiro-ministro, mas daí a entrar numa aparente fantasia vai ainda uma distância, principalmente quando está causa este negócio de vários milhões de euros, com acionistas e previsão de lucros pelo meio, mesmo tendo em conta o inflacionado preço que veio a público. O que me parece de relevar e sublinhar, foi a notícia veiculada pelo jornal Expresso e não desmentida pelo Governo. Como se afirma aqui , o Governo tinha já conhecimento do negócio, algo que Sócrates negou veementemente quando questionado. Esta mentira pública do primeiro ministro (não desmentida) é algo de lamentável. Apesar de político, Sócrates tem obrigações para com o País. Se não legais, pelo menos morais.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson - Fora do Registo, não podia deixar de postar a minha homenagem a uma Lenda. A história recordará um antes e um depois de MJ

Influência tremenda na cultura de massas, ganhou um espaço na música intemporal. Um mágico do palco, marcou várias gerações incluindo a minha. Ao génio, descansa em paz. A música que mais impacto causou, e a 1ra aparição de Billie Jean ao vivo:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Discurdo de António Barreto no dia 10 de Junho Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, vale a pena ler

Senhor Presidente da República, Senhor Presidente da Assembleia da República, Senhor Primeiro-ministro, Senhores Embaixadores, Senhor Presidente da Câmara de Santarém, Senhoras e Senhores, Dia de Portugal... É dia de congratulação. Pode ser dia de lustro e lugares comuns. Mas também pode ser dia de simplicidade plebeia e de lucidez. Várias vezes este dia mudou de nome. Já foi de Camões, por onde começou. Já foi de Portugal, da Raça ou das Comunidades. Agora, é de Portugal, de Camões e das Comunidades. Com ou sem tolerância, com ou sem intenção política específica, é sempre o mesmo que se festeja: os Portugueses. Onde quer que vivam. Há mais de cem anos que se celebra Camões e Portugal. Com tonalidades diferentes, com ideias diversas de acordo com o espírito do tempo. O que se comemora é sempre o país e o seu povo. Por isso o Dia de Portugal é também sempre objecto de críticas. Iguais, no essencial, às expressas por Eça de Queirós, aquando do primeiro dia de Camões. Ele afirmava que os portugueses, mais do que colchas às varandas, precisavam de cultura. Estranho dia este! Já foi uma "manobra republicana", como lhe chamou Jorge de Sena. Já foi "exaltação da raça", como o designaram no passado. Já foi de Camões, utilizado para louvar imperialismos que não eram os dele. Já foi das Comunidades, para seduzir os nossos emigrantes, cujas remessas nos faziam falta. E apenas de Portugal. Os Estados gostam de comemorar e de se comemorar. Nem sempre sabem associar os povos a tal gesto. Por vezes, quando o fazem, é de modo desajeitado. "As festas decretadas, impostas por lei, nunca se tornam populares", disse também Eça de Queirós. Tinha razão. Mas devo dizer que temos a felicidade única de aliar a festa nacional a Camões. Um poeta, em vez de uma data bélica. Um poeta que nos deu a voz. Que é a nossa voz. Ou, como disse Eduardo Lourenço, um povo que se julga Camões. Que é Camões. Verdade é que os povos também prezam a comemoração, se nela não virem armadilha ou manipulação. Comemora-se para criar ou reforçar a unidade. Para afirmar a continuidade. Para reinterpretar o passado. Para utilizar a História a favor do presente. Para invocar um herói que nos dê coesão. Para renovar a legitimidade histórica. São, podem ser, objectivos decentes. Se soubermos resistir à tentação de nos apropriarmos do passado e dos heróis, a fim de desculpar as deficiências contemporâneas. Não é possível passar este dia sem olharmos para nós. Mas podemos fazê-lo com consciência. E simplicidade. Garantimos com altivez que Camões é o grande escritor da língua portuguesa e um dos maiores poetas do mundo, mas talvez fosse preferível estudá-lo, dá-lo a conhecer e garantir a sua perenidade. Afirmamos, com brio, que os portugueses navegadores descobriram os caminhos do mundo nos séculos XV e XVI e que os portugueses emigrantes os percorreram desde então. Mais vale afirmá-lo com o sentido do dever de contribuir para a solidez desta comunidade. Dizemos, com orgulho, que o Português é uma das seis grandes línguas do mundo. Mas deveríamos talvez dizê-lo com a responsabilidade que tal facto nos confere. Quando se escolhe um português que nos representa, que nos resume, escolhe-se um herói. Ele é Camões. Podemos festejá-lo com narcisismo. Mas também com a decência de quem nele procura o melhor. Os nossos maiores heróis, com Camões à cabeça, ilustraram-se pela liberdade e pelo espírito insubmisso. Pela aventura e pelo esforço empreendedor. Pela sua humanidade e, algumas vezes, pela tolerância. Infelizmente, foram tantas vezes utilizados com o exacto sentido oposto: obedientes ou símbolos de uma superioridade obscena. Ainda hoje soubemos prestar homenagem a Salgueiro Maia. Nele, festejámos a liberdade, mas também aquele homem. Que esta homenagem não se substitua, ritualmente, ao nosso dever de cuidar da democracia. As comemorações nacionais têm a frequente tentação de sublinhar ou inventar o excepcional. O carácter único de um povo. A sua glória. Mas todos sentimos, hoje, os limites dessa receita nacionalista. Na verdade, comemorar Portugal e festejar os Portugueses pode ser acto de lucidez e consciência. No nosso passado, personificado em Camões, o que mais impressiona é a desproporção entre o povo e os feitos, entre a dimensão e a obra. Assim como esta extraordinária capacidade de resistir, base da "persistência da nacionalidade", como disse Orlando Ribeiro. Mas que isso não apague ou esbata o resto. Festejar Camões não é partilhar o sentido épico que ele soube dar à sua obra maior, mas é perceber o homem, a sua liberdade e a sua criatividade. Como também é perceber o que fizemos de bem e o que fizemos de mal. Descobrimos mundos, mas fizemos a guerra, por vezes injusta. Civilizámos, mas também colonizámos sem humanidade. Soubemos encontrar a liberdade, mas perdemos anos com guerras e ditaduras. Fizemos a democracia, mas não somos capazes de organizar a justiça. Alargámos a educação, mas ainda não soubemos dar uma boa instrução. Fizemos bem e mal. Soubemos abandonar a mitologia absurda do país excepcional, único, a fim de nos transformarmos num país como os outros. Mas que é o nosso. Por isso, temos de nos ocupar dele. Para que não sejam outros a fazê-lo. Há mais de trinta anos, neste dia, Jorge de Sena deixou palavras que ecoam. Trouxe-nos um Camões humano, sabedor, contraditório, irreverente, subversivo mesmo. Desde então, muito mudou. O regime democrático consolidou-se. Recheado de defeitos, é certo. Ainda a viver com muita crispação, com certeza. Mas com regras de vida em liberdade. Evoluiu a situação das mulheres, a sua presença na sociedade. Invisíveis durante tanto tempo, submissas ainda há pouco, as mulheres já fizeram um país diferente. Mudou até a constituição do povo. A sociedade plural em que vivemos hoje, com vários deuses e credos, com dois sexos iguais, com diversas línguas e muitos costumes, com os partidos e as associações que se queira, seria irreconhecível aos nossos próximos antepassados. A sociedade e o país abriram-se ao mundo. No emprego, no comércio, no estudo, nas viagens, nas relações individuais e até no casamento, a sociedade aberta é uma novidade recente. A pertença à União Europeia, timidamente desejada há três décadas, nem sequer por todos, é um facto consumado. A estes trinta anos pertence também o Estado de protecção social, com especial relevo para o Serviço Nacional de Saúde, a segurança social universal e a escolarização da população jovem. É certamente uma das realizações maiores. Estas transformações são motivo de regozijo. Mas este não deve iludir o que ainda precisa de mudança. O que não foi possível fazer progredir. E a mudança que correu mal. A Sociedade e o Estado são ainda excessivamente centralizados. As desigualdades sociais persistem para além do aceitável. A injustiça é perene. A falta de justiça também. 0 favor ainda vence vezes de mais o mérito. O endividamento de todos, país, Estado, empresas e famílias é excessivo e hipoteca a próxima geração. A nossa pertença à União Europeia não é claramente discutida e não provoca um pensamento sério sobre o nosso futuro como nacionalidade independente. Há poucos dias, a eleição europeia confirmou situações e diagnósticos conhecidos. A elevadíssima abstenção mostrou uma vez mais a permanente crise de legitimidade e de representatividade das instituições europeias. A cidadania europeia é uma noção vaga e incerta. É um conceito inventado por políticos e juristas, não é uma realidade vivida e percebida pelos povos. É um pretexto de Estado, não um sentimento dos povos. A pertença à Europa é, para os cidadãos, uma metafísica sem tradição cultural, espiritual ou política. Os Estados e os povos europeus deveriam pensar de novo, uma, duas, três vezes, antes de prosseguir caminhos sem saída ou falsos percursos que terminam mal. E nós fazemos parte desse número de Estados e povos que têm a obrigação de pensar melhor o seu futuro, o futuro dos Portugueses que vêm a seguir. É a pensar nessas gerações que devemos aproveitar uma comemoração e um herói para melhor ligar o passado com o futuro. Não usemos os nossos heróis para nos desculpar. Usemo-los como exemplos. Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista. Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo do que de lições morais. Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões. Pela eficácia, pela pontualidade, pelo atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensíveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo. Pela liberdade e pelo respeito devido aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes. Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos. Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça. Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir. Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos. Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis. Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mas ainda há alguém que acredita na seriedade destas provas?

Nove em cada dez alunos do 4.º ano teve nota positiva nas provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática. Os do 6.º também chegam aos 90 por cento na Língua Portuguesa. Os resultados das provas de aferição foram hoje conhecidos e revelam alguma continuidade relativamente ao ano anterior, quando as avaliações dispararam da casa dos 80 para os 90 por cento, no que se refere às notas iguais ou superiores a "Satisfaz". Contudo, a Matemática há uma ligeira subida das negativas, quer no 4.º como no 6.º ano, revelam os dados do Ministério da Educação, disponibilizados esta tarde. Em termos globais, os estudantes do 4.º ano obtiveram 89 por cento de notas iguais ou superiores a “satisfaz” a Matemática e 91 por cento a Língua Portuguesa. O ano passado, conseguiram 90,8 e 89,5 a Matemática e a Língua Portuguesa, respectivamente. Quanto aos alunos do 6.º ano, desceram de 93,4 para 90 por cento a Língua Portuguesa. O mesmo movimento se verifica a Matemática: no ano passado, 81,8 por cento tiveram um desempenho positivo, valor que caiu este ano caiu para 79 por cento. Comentário "daquilo" que está à frente do ministério da Educação: “O balanço é positivo. Não há nenhuma surpresa”. Nota: Concordo Maria de Lurdes, não há nenhuma surpresa, os facilitismos eleitorais perpetuam-se

quarta-feira, 17 de junho de 2009

É favor não roubar

A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) tem vindo a exigir o pagamento de coimas em excesso aos contribuintes, contrariando uma norma em vigor desde 1 de Janeiro de 2009 e que entrou em vigor no âmbito do Orçamento do Estado sob proposta do próprio Governo. O Ministério das Finanças diz que, na eventualidade de tal estar a acontecer, os contribuintes podem sempre recorrer para o tribunal. Em causa está a aplicação do chamado cúmulo material ou do cúmulo jurídico. Até 31 de Dezembro do ano passado, em caso de concurso de contra-ordenações, era o princípio do cúmulo material que se encontrava em vigor. Ou seja, por cada contra-ordenação instaurada a um contribuinte, por exemplo pela não-entrega de uma declaração de impostos, era-lhe aplicada uma coima e o contribuinte teria de pagar o equivalente ao somatório dessas várias coimas. "As sanções aplicadas às contra-ordenações em concurso são sempre cumuladas materialmente", lia-se no artigo 25.º do Regime Geral das Infracções Tributárias (RGIT). Mas a partir de 1 de Janeiro do corrente ano o artigo 25.º do RGIT passou a ter uma redacção diferente. O número 1 da referida norma manteve o princípio de que "quem tiver praticado várias contra-ordenações é punido com uma coima cujo limite máximo resulta da soma das coimas concretamente aplicadas", mas acrescentou mais dois pontos limitando o valor final a pagar. A coima "não pode exceder o dobro do limite máximo mais elevado das contra-ordenações em concurso" e "não pode ser inferior à mais elevada das coimas concretamente aplicadas às várias contra-ordenações". Assim, na prática, um contribuinte que não tenha feito a entrega de, por exemplo, três declarações de IVA e por cada lhe tenha sido instaurada uma contra-ordenação e lhe tenha sido aplicada uma coima de 50 euros, outra de 100 e outra de 120 euros, com base na lei em vigor em 2008 teria de pagar 270 euros. Mas com a lei actualmente em vigor deveria pagar apenas 240 euros, o dobro do limite máximo mais elevado das contra-ordenações em concurso. Mas não é isso que tem estado a acontecer, já que o Sistema informático de Contra-Ordenações (SCO) continuou a emitir as coimas utilizando o cúmulo material. A alteração legislativa que entrou em vigor no âmbito do Orçamento do Estado para 2009 não produz efeitos apenas para os casos a partir dessa data e já há várias decisões dos tribunais que obrigam a DGCI a recuar. Seguindo o princípio constitucional da aplicação retroactiva da do tratamento da lei mais favorável, o Supremo Tribunal Administrativo (STA), por exemplo, já tem várias decisões tomadas em 2009 nesse sentido. Num desses caso, o STA sublinha que "tendo a Administração Tributária instaurado um processo de contra-ordenação por cada um dos períodos em relação aos quais não foi pago o imposto, aplicando uma coima por cada um dos comportamentos omissivos, violou as normas respeitantes à previsão e punição das infracções continuadas." Assim, conclui o STA que, "o regime do novo artigo 25.° do RGIT (aprovado pelo Orçamento do Estado para 2009) deverá ser aplicado retroactivamente aos processos contra-ordenacionais pendentes, sempre que da sua aplicação ao caso concreto redundar uma sanção mais favorável é irrecusável que, na situação presente, tendo o contribuinte praticado várias contra-ordenações fiscais, deve ser punido com uma coima única, nos termos do artigo 25.º do RGIT". Perante estes casos, fonte oficial do Ministério das Finanças garante que "a Administração Fiscal sempre cumpriu e continuará a cumprir as decisões proferidas pelos Tribunais competentes, o que significa que nos casos em que seja ordenada a reforma da fixação das coimas, elas serão reformadas".

domingo, 14 de junho de 2009

Vindo do clube que comprou Maradona a peso de ouro, Romário,Laudrup, Cruyff, e depois de acabar de oferecer 40Milhoes por Ribery, só pode ser para rir

Depois de ter acusado o Real Madrid de distorcer o mercado de transferências com as verbas pagas por Kaká e Cristiano Ronaldo, o presidente do Barcelona, Joan Laporta, voltou à carga este sábado. Para Laporta, a política de Florentino Pérez e, em particular, a ida de Cristiano Ronaldo para Madrid corresponde a «um modelo imperialista, com certos ares de prepotência, e que além disso tem como ponto de partida as negociatas». Por contraste, do alto dos três sucessos conseguidos esta temporada (Liga dos Campeões, Liga espanhola e Taça do Rei), Laporta defende que o modelo de gestão do Barcelona, além de ser «muito mais sério», privilegia «o esforço, o talento e a planificação, cumprindo todos os pressupostos de um projecto empresarial». NOTA: O ano passado o Barcelona gastou cerca de 90Milhões de Euros em transferências com Hleb, Keita, Cáceres e Daniel Alves, isto sim é reinventar o mercado

quinta-feira, 11 de junho de 2009

É claro o excesso, mas a economia contraria-nos. O interesse econónimo nesta operação é indesmentível

Se, no plano desportivo, a qualidade de Cristiano Ronaldo é inegável, ao ponto do antigo avançado da Selecção argentina e do Real (hoje em funções de muito maior responsabilidade nos blancos) considerar o prodígio português como um verdadeiro postal futebolístico, quanto aos factores extra-jogo, Valdano também mostra grande tranquilidade e convicção de que o clube espanhol fez um negócio da China. "Vamos pagar esse dinheiro, porque ele (Cristiano Ronaldo) o vale, porque esse investimento tem retorno", afiança o responsável madridista, entrevistado pela televisão pública espanhola. Ainda sobre o elevadíssimo montante (93 milhões de euros) que o Real Madrid vai pagar ao United, Valdano considera que "um escândalo é pagar, digamos, dez milhões de euros por um jogador que não dá um euro de retorno", situação que não se vai verificar neste caso, porque, prossegue o argentino, "um jogador destes garante um aumento espectacular dos contratos com os patrocinadores, com a televisão e com a venda de produtos com a marca do clube". Para reforçar o seu raciocínio, Jorge Valdano refere um estudo que foi feito pelo Real antes de avançar para a compra do brasileiro Kaká (ao AC Milan), a outra mega-estrela já garantida pelos merengues para a próxima temporada: "Kaká vale 70 milhões por ano ao Real. Custou 60 milhões. É uma rentabilidade extraordinária".

Não podia deixar de publicar este post

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rica Prova dos 9

Sócrates continua a sua política de seriedade. Em Maio como aqui referi, este Primeiro Ministro admitia então que umas eleições eram sempre uma "prova dos nove dos líderes políticos", uma espécie de "avaliação governativa" por assim dizer. O governo chumbou inequivocamente nesta avaliação que sobre si próprio propôs. O resultado? Depois do límpido recado prestado pelo eleitorado, Sócrates afirmou na ressaca da derrota que o Governo não vai mudar um milímetro da sua política ou da sua abordagem perante este resultados, num tom de clara falta de humildade que persiste. O recado aos portugueses deveria ser de reflexão. Ao invés, Sócrates promete mais do mesmo, até que as legislativas falem mais alto.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eurosondagem: dito, feito!

As sondagens que foram continuamente feitas por esta empresa no período pré-eleitoral davam uma clara vitória ao PS nas eleições europeias de 7 de junho como se constata aqui ou aqui. As percentagens atribuídas então ao CDS eram também muito desviadas da realidade que se veio a constatar. Não satisfeito com os erros cometidos, no próprio dia das eleições, a Eurosondagem permitiu-se realizar mais uma sondagem, desta vez para as Legislativas. E de acordo com a sondagem da Eurosondagem SIC, o Partido Socialista vence as eleições legislativas no final do ano com quase 40 por cento dos votos, o que sugere que a derrota nas europeias não significa o fracasso no próximo acto eleitoral. O PS vence as eleições legislativas com 39,6 por cento dos votos, segundo a projecção que a Eurosondagem realizou para a SIC. Quanto ao PSD chega aos 33 por cento, o Bloco de Esquerda mantém o terceiro lugar com nove por cento enquanto a CDU regista oito por cento e o CDS consegue seis por cento dos votos. De acordo com os números do canal de televisão nota-se que poderá não haver um chumbo ao PS nas legislativas depois de conhecidas as primeiras projecções em relação às europeias. As sondagens são o que são. No entanto, o principal reside nas opções que as pessoas tomam em função do que as sondagens nos vão continuamente apresentando, com resultados sucessivamente erróneos como se verificou. E isso é claramente nocivo à democracia.

Recado eleitoral

PSD - 31,68%; PS - 26,58%; Bloco - 10,74%; CDU - 10,66%; CDS - 8,37%. Este foi o resultado das eleições em Portugal para a eleição dos 22 deputados ao Parlamento Europeu, sem contar ainda o apuramento dos votos dos emigrantes que representam uma percentagem de cerca de 1%. Com a descida do partido do Governo e a subida de todos os partidos da oposição, as ilações a retirar são claras a evidentes. Vital Moreira e José Sócrates os principais derrotados da noite, o Bloco foi a confirmação. NOTA: Li hoje ao final da tarde um comentário de um militante socialista no "Minuto a minuto Especial Europeias 2009" no Parlamento Global de que participei e que me apraz registar: "Sou socialista, e por isso hoje não votei PS". Para bom entendedor...

sábado, 6 de junho de 2009

A minha previsão

PS - Entre 33% a 35%; PSD - Entre 30% a 32%; Bloco - Entre 9% a 11%; CDU - Entre 8% a 10%; CDS - Entre 5% e 6%

quarta-feira, 3 de junho de 2009

"A Europa é Vital!"

Vital Moreira despiu a veste académica. Desceu do palanque da intelectualidade para entrar no papel do populismo de que nunca foi fã. Houve tempos em que as suas notórias falhas enquanto candidato eram colmatadas por um primeiro-ministro que descurava a governação do país (prova dada no facto de não mais ter comparecido às sessões quinzenais). Agora, soldados socialistas continuam a acompanhar de perto as atitudes de Vital, não vá o diabo tece-las(as afirmações do candidato do PS já levantaram vozes dissidentes dentro do próprio partido, como se constata aqui). Já escrevi aliás sobre os problemas de se ter um candidato freelancer em partidos com pouco debate em post anterior. O que agora se verifica, resultado de uma acção de consciencialização, é um Vital Moreira agressivo, popular, sem o debate que sempre defendeu! Veste o papel da oposição, criticando tudo o que mexe. A meu ver, numa postura conturbada, que não lhe assenta bem, apesar de se perceber. Vital Moreira entendeu que o seu estilo não convinha ao partido, não convinha a José Sócrates, e fez questão de se auto-modificar para uma pose que, convenhamos, não lhe faz justiça. Uma imitação pobre de Alberto João Jardim, como referiu Pacheco Pereira. O mote é agora a berraria, o apelo desmedido, as palmas, a pergunta retórica que actualmente lança ao "seu público" que o venera. A mensagem é "A Europa é Vital!". Em voz alta por favor.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Há quem lhe chame "roubalheira"

Desapareceram do Banco Português de Negócios (BPN) peças de arte num valor de 2,5 mil milhões de euros, revela a instituição no relatório e contas de 2008, apresentado esta segunda-feira, numa conferência de imprensa. «Em 2008, efectuou-se um levantamento da localização de obras de arte registadas pelo banco, não tendo sido possível localizar quadros cujo valor ascende a 2.503 milhares de euros», refere o documento. O conjunto de quadros em causa estaria incluído nos activos que Miguel Cadilhe classificou de «extravagantes» depois de ter assumido a liderança da Sociedade Lusa de Negócios, na altura ainda dona do BPN. Em causa estavam 80 obras de Juan Miró, uma colecção de moedas comemorativas do Euro 2004 e ainda uma colecção de arte egípcia, que deveriam ter sido vendidos pela SLN para encaixar 110 milhões de euros. A colecção de arte egípcia, que o BPN tinha comprado por 5 milhões de euros, revelou-se, afinal, falsa. Esta colecção era composta por várias dezenas de peças trabalhadas em ouro que alegadamente remontam à Idade do Cobre (calcolítico) e por estatuetas em pedra que representam a deusa da fertilidade. Nota: CGD, que gere o banco, não sabe onde estão quadros valiosos

segunda-feira, 1 de junho de 2009