O conformismo é o carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento - John Fitzgerald Kennedy

sábado, 31 de outubro de 2009

Jesus desce à Terra

Benfica perde, volta a normalidade, Braga em primeiro lugar, e o campeonato relançado! Domingo faz sinal de vitória para o banco do Benfica mas estava apenas a dar instruções aos apanha-bolas. Como diria um presidente (que parece que é arguido apesar dos escondidinhos dos jornais e notícias): pelo peixe morre a boca!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Há quem diga que não existe Adeus, só um ate já... eu digo... ATÉ NUNCA!

Com o novo governo empossado, digam adeus à pior ministra da história da democracia portuguesa! Don't cry for me...

domingo, 25 de outubro de 2009

Portanto.. a situação não é para alarmes... em questões de saúde é preciso ser sensato... e dar o exemplo.... ah.. mas eu tomo a vacina 1ro que tu!

O líder do Bloco de Esquerda criticou o alarmismo criado em torno da vacina da gripe A e disse que vai vacinar-se "com todo o gosto". "Creio que é também uma responsabilidade combater esse alarmismo e dar o exemplo", afirmou esta tarde Francisco Louçã, citado pela "Lusa". O líder dos bloquistas, que falava aos jornalistas em Anobra, no concelho de Condeixa, a segunda freguesia no país conquistada pelo BE nas últimas eleições autárquicas, sublinhou que "em questões de saúde é preciso ser sempre muito sensato". Para Louça,"o alarmismo sobre a gripe A não tem qualquer justificação, é uma epidemia de gripe muito contagiante como tem havido outras epidemias de gripe todos os anos". P.S. Ah... entendi... não deve haver alarmismo! É como todas as outras epidemias! É preciso ser responsável e combater esse alarmismo! É preciso... tomar a vacina amanhã!

Portugueses de 1ra VS Portugueses de 2da

Esta questão acerca de vacinação numa 1ra 2da ou 3ra fase de determinados grupos de pessoas tem muito que se lhe diga. Nomeadamente relativa à vacinação dos grupos de deputados ou até mesmo dos casos de médicos que têm sido pressionados para prescrever vacinas a pessoas que não se incluem em grupos de risco que devem, por maioria de razão (nomeadamente a razão "meramente" humana esquecida) ter à sua disposição as primeiras remessas da vacina contra esta estirpe do vírus H1NI. Alguns deputados manifestaram já a sua não disponibilidade para tomarem a vacina nesta fase. Miguel Macedo, do PSD, concorda que o Primeiro-Ministro e o Presidente da República sejam vacinados, mas não concorda com a prioridade dos ministros. O social-democrata Agostinho Branquinho ainda não decidiu se vai ser vacinado, mas considera que uma grávida devia ser vacinada primeiro que um deputado. «Acho que um doente com insuficiência cardíaca ou uma grávida depois do primeiro trimestre é mais prioritária do que os deputados», disse ao DN. Nuno Magalhães do CDS-PP e Clara Carneiro do PSD também dizem não. «Não tenho nenhuma doença que o justifique», declarou a deputada. Já o bloquista João Semedo, médico de profissão, tenciona ser vacinado e «não acompanha a inquietação que há relativamente à vacina». O deputado não considera que seja um «privilégio indevido». Concerteza que não... Esta evidente análise, não está ao alcance de qualquer mente, de modo que deputados como José Lello e João Semedo já se "chegaram à frente" para se posicionarem na primeira linha da vacinação, tão prioritários que são para este Portugal. A questão não se põe em termos de importância, mas antes em termos de prioridade. E se órgãos de soberania estão na vanguarda das prioridades (assim como as grávidas ou os doentes de risco), tenho muitas dúvidas acerca deste papel que vestem aos deputados. E num ano de maioria relativa, veremos se estão há altura das responsabilidades. Com saúde!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Não nos desviemos do essencial: os verdadeiros criminosos. Notícia de última hora: não falo de autarcas

A Procuradoria-geral da República e a Polícia Judiciária querem ter acesso facilitado às contas bancárias de suspeitos da prática de crimes graves, noticia hoje o “Diário Económico”. Responsáveis das duas instituições estiveram reunidos na semana passada e assinaram um memorando de entendimento ("Projecto Fénix") em que apelam a uma alteração à lei. Segundo o jornal, o objectivo é, por um lado, facilitar a apreensão de bens que pertencem a alegados criminosos e, por outro lado, apelar à criação de uma base de dados com todas as contas bancárias existentes em Portugal. O objectivo é, por um lado, facilitar a apreensão de bens que pertencem a alegados criminosos ("contas bancárias, barcos, automóveis, bens mobiliários e jóias" lê-se no memorando) e, por outro lado, apelar à criação de uma base de dados com todas as contas bancárias existentes em Portugal para que a justiça aceda de forma imediata, após o aval do Banco de Portugal. Actualmente o processo demora em média entre dois a três meses e, com frequência, quando finalmente a justiça acede a uma conta suspeita já o que lá estava foi desviado.

sábado, 10 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quem ganha com a Gripe A?

As estrelas do Verão este ano tiveram menos protagonismo nas montras das farmácias. Parte das soluções rápidas para emagrecer, dos cremes protectores e dos autobronzeadores teve de resignar-se com os expositores interiores e os que resistiram passaram a conviver lado a lado com gel desinfectante, máscaras, toalhetes anti-sépticos e bactericidas que antes apareciam apenas nas séries de médicos. Uma súbita obsessão com a higiene? Nada disso. A primeira pandemia do século XXI - a gripe A (H1N1) - trouxe uma oportunidade de negócio única num ano de crise económica. Um contexto que as empresas souberam capitalizar. Até porque as grandes compras não foram centralizadas e cada escola, empresa ou serviço público acabou por tentar arranjar sozinho a melhor solução. Mas há excepções: em Guimarães, a Secundária Francisco de Holanda juntou-se às outras escolas secundárias do concelho para tentar negociar um preço mais baixo com os fornecedores. Do lado dos particulares, as compras também tiveram aumentos astronómicos no número de embalagens e no valor - sendo que este último registou subidas mais significativas. As vendas de desinfectantes para mãos nas farmácias - o produto mais procurado - cresceram cerca de 280 por cento entre Agosto de 2007 e Julho de 2008 (24.923 embalagens) e Agosto de 2008 e Julho deste ano (95.838). Em euros, isto corresponde a um aumento de quase 70 mil euros para mais de 435 mil, isto é, de cerca de 520 por cento, segundo dados fornecidos ao PÚBLICO pela consultora IMS Health Portugal. Se em 2009 olharmos para as vendas mês a mês, percebemos que há um claro aumento em Julho. Em média, de Janeiro a Junho, foram vendidas 3200 embalagens por mês. Em Julho, o número passou para 45.000 (mais 1300 por cento). Isto traduziu-se numa passagem de uma venda média de cerca de 12.000 euros para 277.000 (mais de 2200 por cento). Os particulares também parecem estar a aderir aos novos hábitos e os hipermercados readaptaram-se. Em quase todos é possível encontrar prateleiras que centralizam gel e outros produtos desinfectantes em modelos que vão desde do tamanho de bolso a versões quase industriais. A Renova, por exemplo, criou várias embalagens de gel desinfectante mas outros produtos que já existiam como toalhetes com álcool com aroma de alfazema sofreram um grande impulso, como disse ao jornal PÚBLICO Luís Saramago, director de marketing. Sobre o futuro, acredita que muitos hábitos vieram para ficar. Primeiro foram os antivirais Tamiflu, da Roche, e Relenza, da GlaxoSmithKline, a dar um impulso. Depois a pandemia ganhou força e, perante alguns casos de resistência aos medicamentos, passou-se a falar numa nova vacina, que poderá render 1700 milhões de euros a cada produtor. Num ano de grave crise, os laboratórios não podiam ter tido uma ajuda maior para reanimar as cotações na bolsa. Desde 1 de Abril até final de Setembro, o crescimento da Roche e da GlaxoSmithKline - ambas produtoras de antivirais e esta última também da vacina encomendada por Portugal - não parou. Apesar de os analistas questionarem esta prosperidade, as acções da Roche subiram 19 por cento e as da GlaxoSmithKline 27 por cento. Já a Novartis, produtora da outra vacina aprovada na União Europeia, subiu 32 por cento.As vacinas para a gripe sazonal não são eficazes na gripe A, mas este ano há mais gente a procurá-las por medo de confundirem os sintomas de ambas. Só na primeira semana, entre 15 e 20 de Setembro, as farmácias já administraram mais de um terço das vacinas, num total de quase 420 mil doses - um número superior ao registado em 2008, segundo dados na Associação Nacional de Farmácias. Isto numa altura em que o último balanço do Ministério da Saúde aponta para 1530 novos casos de gripe A na semana entre 21 e 27 de Setembro.E nem as vacinas para doenças do foro respiratório escaparam. Há até quem tenha procurado botas de cirurgião para calçar à porta de casa não se vá dar o caso de o vírus vir nos sapatos e deitar por terra todos os esforços para manter o H1N1 bem longe de casa.

domingo, 4 de outubro de 2009

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura

À segunda, a Irlanda aprovou o Tratado de Lisboa, e os resultados conhecidos esta tarde mostram que o fez de forma esmagadora: 67,1 por cento dos eleitores votaram “sim”. Houve muitos que mudaram de voto e muitos outros que se abstiveram no primeiro referendo, em Junho de 2008, e que desta vez votaram favoravelmente. Ao contrário do que indicavam as estimativas depois do encerramento das urnas, ontem à noite, a participação subiu de 53 por cento (em 2008) para 58 por cento. E a vitória do “sim” foi bastante mais expressiva do que a do “não”: há 16 meses, o tratado europeu foi rejeitado por 53,4 por cento dos eleitores.

sábado, 3 de outubro de 2009

Artigo de Joana Amaral Dias no Correio da Manhã

Há quem se indigne com a investigação aos submarinos adquiridos por Paulo Portas enquanto ministro da Defesa (Governo de Durão Barroso e de Ferreira Leite). Acham suspeito que os submersíveis voltem à tona depois do resultado favorável do CDS-PP. Alegam que ao PS convinha um CDS forte durante as legislativas (para esvaziar o PSD). E fraco logo a seguir, para perder capacidade negocial. É possível. Mas a indignação continua estranha. Em vez de se escandalizarem com a oportunidade da investigação a submarinos que meteram água (um mar de 34 milhões de euros), talvez fosse melhor indignarem-se com o facto de o CDS se apresentar como força de protesto em tempo de crise. Embora, na verdade, pretenda reduzir o Estado a mero executivo dos negócios dos privados, como no caso Portucale ou no do Casino Lisboa. Conduzindo uma campanha extremista, esse partido reforçou-se com o discurso do racismo social, contra pobres e imigrantes, dissimulando a sua predatória passagem pelo governo. Enfim, Portas põe o roto contra o nu, mas quer colarinho branco. Se Sócrates teve como principal estratégia evitar o escrutínio ao seu Executivo, Portas foi exímio. E se chegar ao poder retomará a sua rota. Submarinos, sobreiros ou roletas. Tudo isso e muito mais cabe no Porta(s)-aviões.